Caminhoneiros articulam nova greve e preocupam governo

A movimentação ainda não tem a mesma força em relação a greve de 2018 mas o governo já ligou o sinal de alerta

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República já monitora atentamente as primeiras movimentações de caminhoneiros no País em direção a uma nova greve no próximo sábado (30).  A categoria entende que os compromissos assumidos pelo ex-presidente Michel Temer durante a última paralisação não estão sendo cumpridos. As informações foram divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

De acordo com as investigações do GSI, as articulações dos caminhoneiros tiveram início em grupos de WhatsApp. Neste momento, o movimento não parece ter a mesma força do ano passado, mas o governo teme que uma nova paralisação possa, aos poucos, tomar grandes proporções e chegar ao potencial explosivo da última greve.

No Palácio do Planalto, o objetivo é evitar, a todo custo, que qualquer tipo de paralisação aconteça. A ideia é ser mais ágil e efetivo, não deixando que a situação saia de controle, como aconteceu com Temer. Vale lembrar que, além da crise de desabastecimento, uma nova greve de caminhoneiros também pode atrapalhar a agenda econômica do governo e a tramitação da proposta de reforma da Previdência.

O Ministro da casa civil, Onyx Lorenzoni já esteve em reunião com Wallace Landim presidente da associações BrasCoop e Abrava, representando boa parte dos caminhoneiros no Brasil. Conforme Landim, os ministro disse que o próprio presidente Jair Bolsonaro deve se manifestar sobre as reivindicações dos caminhoneiros até a próxima semana.

Chorão, porém, disse não ser a favor de uma nova greve no próximo dia 30, porque acredita que o governo tem buscado soluções. Mas o representante dos caminhoneiros ressaltou que “o tempo é curto” e as mudanças exigidas estão demorando demais. “Não acredito que deva ocorrer greve no dia 30, mas paralisações não estão descartadas. Estamos conversando”, declarou.

 

News Reporter

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