Caminhoneiros chamam crédito do governo de “esmola” e ameaçam nova paralisação

Motoristas de caminhão que participaram da paralisação de 2018 criticaram as medidas anunciadas pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, nesta terça-feira (16)

A categoria não descarta uma segunda paralisação geral. De acordo com suas lideranças, as medidas apresentadas pelo governo não contemplam as reivindicações anteriores – o tabelamento do frete e a redução do preço mínimo.

O governo de Jair Bolsonaro anunciou nesta terça-feira (16) a abertura de uma linha de crédito de R$ 500 milhões para a categoria, além de melhorias nas estradas e construção de espaços de descanso nas rodovias.

Conforme noticiou o Estadão, nos grupos de WhatsApp, o plano foi visto como uma “cortina de fumaça”, uma forma de protelar uma possível greve dos motoristas. Alguns já falam, com exaltação, em nova paralisação em 21 de maio — exatamente um ano depois da greve que paralisou o país — caso a situação não melhore.

Os caminhoneiros afirmam que não estão pedindo dinheiro para o governo, mas sim melhores condições de trabalho.

“Nada do que o ministro da Infraestrutura anunciou nos ajuda. É um avanço conseguir pegar dinheiro no BNDES a baixo custo? É. Mas hoje, mais da metade dos caminhoneiros estão com o nome sujo no Serasa. Nós vamos conseguir pegar esse crédito?”, questiona Wanderlei Dias, o Dedéco, de Curitiba (PR).

Ariovaldo Junior Almeida, diretor do Sindicato dos Caminhoneiros de Ourinhos, interior de São Paulo, chamou de “esmola” o crédito oferecido.

“É melhor do que nada, mas é esmola. Trinta mil reais não dá para 15 pneus. O caminhoneiro precisava de uma linha de crédito de R$ 200 mil”, afirmou.

News Reporter

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