Desembargador que mandou soltar Temer já foi denunciado por formação de quadrilha

Autor da decisão que mandou soltar o ex-presidente Michel Temer nesta segunda-feira (25), o juiz federal Ivan Athié, da Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, chegou a ser alvo de uma ação penal, acusado de ter cometido os crimes de formação de quadrilha e estelionato, quando juiz no Espírito Santo.

Athié ficou afastado sete anos do cargo, mas o inquérito foi arquivado em 2008 pelo Supremo Tribunal de Justiça por falta de provas. O magistrado retomou as atividades em 2011. Em fevereiro 2017, já atuando como desembargador, Athié classificou as propinas da Lava Jato como “gorjetas”.

– Nós temos que começar a rever essas investigações. Agora, tudo é propina. Será que não é hora de admitirmos que parte desse dinheiro foi apenas uma gratificação, uma gorjeta? A palavra propina vem do espanhol e significa gorjeta. Será que não passou de uma gratificação dada a um servidor que nos serviu bem, como se paga a um garçom que nos atendeu bem? Essas investigações estão criminalizando a vida – disse o magistrado na ocasião.

Além de Temer ele mandou soltar o ex-ministro Moreira Franco e mais cinco suspeitos na Operação Descontaminação. Ele diz, em sua decisão, que via na prisão preventiva ordenada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, um atropelo das “garantias constitucionais”.

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