Gilmar Mendes defende decisão que censurou Crusoé

Decisão de ministro Alexandre de Moraes ordenou retirada de matéria de revista.

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, defendeu durante abertura do 7º Fórum Jurídico de Lisboa nesta segunda-feira (22), que é organizado pelo IDP, faculdade do ministro, e pela FGV, a decisão do ministro Alexandre de Moraes de censurar uma matéria da revista Crusoé.

“Ali [decisão de censura] se fez uma avaliação de que talvez houvesse fake news, porque talvez o documento [que se referia a Dias Toffoli] não existisse”, justificou o magistrado.

“Verificou-se depois que o documento existia e, por isso, cancelou-se a intervenção. A ideia de fake news se alimenta no próprio marco regulatório da internet, de tirar conteúdos que não existem. Foi essa a inspiração do ministro Alexandre de Moraes. Verificado que o documento existia, ele cancelou a decisão.”

A medida de Alexandre de Moraes foi muito criticada pela sociedade e por colegas da Corte, como os ministros Celso de Mello e Marco Aurélio Mello, este chegou a chamar a decisão de “mordaça”.

Informações da Folha de S. Paulo.

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