Relatório da Vale em poder do MP, previa mortes e custos com eventual rompimento da barragem

Um documento interno da Vale já previa, em outubro de 2018, os gastos com uma eventual ruptura da barragem de Brumadinho

O relatório, que contém informações sobre quanto custaria, quantas pessoas morreriam e quais as possíveis causas do colapso, é usado pelo Ministério Público de Minas Gerais em ação que demanda adoção de medidas urgentes para evitar novos desastres.

De acordo com o MP, o documento da mineradora aponta que dez barragens, incluindo a Mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho, estão em situação de risco.

O estudo projeta que uma tragédia provocaria mais de cem mortes — o cenário conjectura o rompimento durante o dia e com os alertas sonoros funcionando. O último balanço divulgado pela Defesa Civil contabiliza, até o momento, 165 mortos e 155 desaparecidos; a maioria das vítimas trabalhava na Vale e se encontrava no refeitório da empresa.

Os custos de uma eventual ruptura foram estimados em US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 5,6 bilhões, ao câmbio atual). Inspeções já haviam constatado indícios alagamento e erosão na lateral da barragem.

As outras barragens em risco, conforme o documento, são: Laranjeiras (em Barão de Cocais), Menezes 2 e 4-A (em Brumadinho), Capitão do Mato, Dique B e Taquaras (Nova Lima) e Forquilha 1, Forquilha 2, Forquilha 3 (Ouro Preto).

A Vale alega que não há nenhum relatório apontando risco iminente da barragem e diz que o estudo indica estruturas que receberam recomendações de manutenção, que já estariam sendo aplicadas.

A Mina do Córrego do Feijão rompeu em 25 de janeiro. O Corpo de Bombeiros ainda busca desaparecidos na região tomada pela lama.

Com informações da Folhapress

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