Foragidos no exterior travam maior etapa da Lava Jato

Etapa expediu maior número de mandatos de prisão preventiva.

A maior etapa da Lava Jato em número de presos completou um ano e continua sem localizar um grupo de réus foragidos e com avanços limitados na Justiça. O objetivo desta etapa era desvendar novos fronts de lavagem de dinheiro fora do radar da Lava Jato.

Em 3 de maio de 2018, a Polícia Federal deflagrou a “Operação Câmbio, Desligo”, que mirava operadores financeiros responsáveis por movimentar ilegalmente quantias bilionárias. A etapa contava com 49 mandatos de prisão preventiva, o principal alvo era Dario Messer, conhecido como “doleiro dos doleiros”.

A expectativa à época era de desvendar novos campos de lavagem de dinheiro ainda fora do escopo de investigação da força-tarefa de Curitiba. Entretanto, um ano depois, os investigadores tiverem revesses na Justiça e ao menos seis alvos, incluindo Dario Messer, continuam foragidos e na difusão vermelha da Interpol.

Entre os que foram presos, a maioria se encontra fora da cadeia, somente pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, foram determinadas dez solturas.

“As informações são complementares e se cruzam. É questão de tempo para a gente fechar esse círculo”, diz o procurador Eduardo El Hage, coordenador da Lava Jato fluminense.

Ao ser questionado sobre as solturas dos réus da operação, Hage respondeu: “A gente entendia e continua a entender que as prisões eram devidas. São crimes altamente sofisticados e praticados com ferramentas tecnológicas, utilização de contas em paraísos fiscais, o que dificulta muito a investigação.”

Com informações da Folha de S. Paulo.

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