PCC pode se reorganizar e escolher novos líderes após transferência para presídios federais.

O promotor Lincoln Gakiya principal responsável por investigar a facção criminosa Primeiro Comando da Capital, afirmou que o grupo pode passar por disputa interna e novas lideranças podem surgir após a transferência da cúpula da organização para presídios federais, na semana passada.

Gakiya foi responsável por pedir à Justiça a transferência de 22 membros da organização de São Paulo para presídios federais – eles foram para detenções em Brasília, Porto Velho e Mossoró (RN). Entre os detentos removidos estão Marcos Willians Camacho, conhecido como Marcola,
principal chefe da facção.

No Ministério Público desde 1991, Gakiya começou a investigar o PCC em 2005. No ano seguinte, passou a andar escoltado por policiais em virtude das ameaças de morte.

Em dezembro do ano passado, a polícia interceptou cartas com parentes de detentos que continham um plano de execução do promotor e de outras autoridades. Ele deveria ser morto caso Marcola fosse transferido para um presídio federal, segundo as mensagens. Em janeiro, outras cartas reafirmaram o pedido da cúpula da facção para que membros nas ruas assassinassem o promotor.

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News Reporter

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