Ex-presidente do PSL, Gustavo Bebianno afirmou que desconhece Maria de Lourdes Paixão

O ministro de Jair Bolsonaro e ex-presidente do PSL, Gustavo Bebianno, disse à CBN que desconhece Maria de Lourdes Paixão, secretária do partido que recebeu R$ 400 mil reais do fundo partidário quatro dias antes das eleições. O jornal ‘Folha de Sao Paulo’ revelou que ela se lançou a deputada federal, em Pernambuco, com o terceiro maior volume de recursos eleitorais dentro do partido e obteve apenas 274 votos nas urnas.

A reportagem indica mais um episódio de candidatura de fachada do PSL. Maria de Lourdes declarou ter usado 95% do valor em uma gráfica para a impressão de material de campanha. Os endereços informados na nota fiscal do suposto serviço contratado, às vésperas do pleito, foram visitados pelo jornal, mas não havia sinais de que estariam funcionando como uma gráfica. Um deles era uma oficina de carros. Ao jornal, o atual presidente do PSL, Luciano Bivar – que se licenciou do cargo durante campanha – atribuiu ao ministro Bebianno a responsabilidade pelo repasse. À Rádio CBN, ele alegou que não tinha controle dos repasses estaduais:

‘Essa senhora, essa candidata, eu nunca vi na vida, não sei quem é, eu estive em Pernambuco uma vez na vida, ou duas. A questão do partido não tem absolutamente nada errado no que se refere a nacional, porque esse dinheiro que foi liberado pelo Supremo poderia ser usado, para fins eleitorais, para campanhas de mulher. Agora o critério, se o dinheiro vai para Maria, aí é um critério definido pela estadual, e a estadual dizia exatamente para quem deveria ir o dinheiro’, disse.

Na ata de uma reunião do partido, consta a justificativa de que Lourdes teria sido uma solução para que o PSL conseguisse se adequar à cota de gênero. No mesmo dia em que a candidata recebeu o dinheiro do fundo, o Supremo Tribunal Federal havia decidido que verbas acumuladas por partidos, e reservada à candidaturas femininas, poderiam ser transferidas para contas individuais.

*com informações da CBN

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