Livro de posse sai da Alerj pela 1ª vez na história para empossar deputados presos

Ministério Público do Rio de Janeiro diz que vai analisar a posse dos deputados.

A mesa diretora da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) deu posse, nesta quinta-feira (21), a 5 deputados eleitos que estão presos. Esta foi a primeira vez que o livro histórico de posse saiu de dentro da Alerj. E o primeiro destino foi justamente o Complexo Penitenciário de Bangu, na Zona Oeste.

No presídio estão presos os eleitos André Corrêa (DEM), Luiz Martins (PDT), Marcus Abraão (Avante) e Marcus Vinícius Neskau (PTB). Depois seguiu para posse de Chiquinho da Mangueira (PSC), que está em prisão domiciliar. Segundo o comentarista Otávio Guedes, o Ministério Público do Rio de Janeiro vai analisar a decisão de empossar os eleitos.

A medida pegou os deputados de surpresa ao ser anunciada pelo presidente da casa André Ceciliano (PT), na abertura da sessão no plenário, na tarde de quinta-feira (21). Os deputados presos estavam sendo empossados na mesma hora do anúncio no plenário.

Os deputados foram empossados, mas não vão receber salário nem terão direito a gabinete. A Alerj divulgou nota dizendo que tomou essa decisão para atender o Tribunal Regional Federal da 2ª Região que teria conferido à casa a responsabilidade de empossar os eleitos e assegurar o cumprimento da Constituição Federal, que fixa a quantidade de 70 deputados para o pleno funcionamento da Alerj.

Logo após a divulgação desta nota, o TRF-2 lançou outra nota desmentindo essa versão. A nota dizia que “em momento algum autorizou ou determinou que a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro desse posse aos deputados presos durante a Operação Furna da Onça e que a nota veiculada pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro referente à posse desses deputados não corresponde aos fatos”.

Com informações do G1

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